Com Ciel Artista sino-canadiana com vasto reconhecimento global e com um trabalho notável feito também localmente na sua cidade de Toronto, tanto a nível de divulgação da música electrónica mais aventureira como pela organização e discussão em torno de uma maior representatividade das mulheres e das identidades marginalizadas na música dança - frente que muitas vezes encabeçou pelo seu compromisso com a justiça social e uma postura altamente vocal e politizada. Começou a sua carreira de DJ a passar pós-punk e shoegaze na rádio do liceu de Ontário, a CFRC-FM, descobrindo depois o apelo da música de dança através de artistas como Magda, Miss Kittin ou Ellen Allien e começando as festas Work In Progress, dedicadas a melhorar a representatividade feminina e promover políticas inclusão e segurança na sua cena local. Como produtora, alcançou reconhecimento através um cruzamento orgânico de atmosferas contemplativas, house music e alguma música de dança mais enérgica, lançando em selos-chave como a icónica Ghostly, a Peach Discs de Shanti Celeste ou a Coastal Haze. Como DJ, já levou a sua mistura dextra e contagiante de sonoridades electro, jungle, rave, bleep n’bass e house a alguns dos melhores clubes do planeta, como o Berghain de Berlin, o De School em Amsterdão, o Smartbar de Chicago ou o Oil em Shenzhen (China). Em 2019 começou a editora Parallel Minds em colaboração com os artistas (e amigos pessoais) Daniel 58 e Yohei.
Ecstasya Ecstasya é uma artista trans queer de Lisboa que tem impulsionado a música electrónica portuguesa para novos territórios, com rasgo e uma visão politizada que expressa tanto nos seus dj sets vertiginosos, nos seu eventos desafiantes de dinâmicas hegemónicas e nas suas produções inovadoras, em que cruza influências como o hardcore, o trance e até a pop. As suas faixas rodam um pouco por todo o mundo e já soma colaborações com artistas bem quentes como Miss Jay, Trophie, Surma, Odete e Alada. Como DJ e organizadora de algumas das raves mais faladas de Lisboa figurou, recentemente, nas páginas da conceituadíssima Dazed Magazine, onde foi chamada a falar um pouco sobre a sua festa Maythey - uma celebração queer de sonoridades hardcore extremas e atrevimento no vermelho. Ecstasy é, ainda, se não bastasse, uma das responsáveis pela direcção artística e curadoria do festival SLIT - Lisbon Interdisciplinary Transgressive Sessions - um novo projecto em Portugal que procura mostrar talento queer, trans, fem e BIPOC que tem impactado a cena global da música electrónica e experimental.
DJ Satelite Um dos expoentes máximos da música angolana, DJ Satelite é globalmente celebrado enquanto pioneiro do afro house - um dos estilos de música electrónica mais populares das últimas décadas e que resulta da influência da house music americana nos produtores de música de dança angolanos, completando mais um ciclo na constante respiração entre as várias músicas do vasto continente africano e suas reverberações na diáspora global. Com um passado ligado ao kuduro e várias colaborações de relevo com os Lambas ou Bruno M, é na sua passagem pelo College of the Arts em Windhoek, na Namíbia, que DJ Satelite começa a integrar a house music nas sua produções. A partir daí inicia um trajecto que o levaria às melhores pistas de cidades como Berlin, Ibiza, Nápoles, Nairóbi, Lisboa entre muitas outras. Com a sua própria editora Seres Produções, que fundou com o seu irmão DJ Vamburgue, lançou trabalhos seminais como Muloje e lançou sementes para colaborações com artistas como Boddhi Satva, Batida, Mabiisi, Fredy Massamba ou Paulo Flores, vendo a sua contribuição para a música electrónica reconhecida pelos Angola Music Awards, vencendo a categoria de “Melhor DJ”, e destacado como «um dos embaixadores da música electrónica angolana» pela prestigiada revista Jeune Afrique.
Photonz DJ e produtor com várias décadas no activo, e dezenas de edições em selos internacionais e locais desde a sua estreia em disco em 2006, Photonz é um dos veteranos mais acarinhados da cena electrónica nacional. Somam-se as passagens por palcos e cabines de DJ nos quatro cantos do mundo: de Berlim a Melbourne; de São Paulo a Nova Iorque; Londres; Paris; Cairo e Nova Dehli. A nível local foi um dos fundadores de vários projectos comunitários como a Rádio Quântica, as festas Mina e a associação cultural Planeta Manas, dedicados à energização e promoção de colectivos de artistas, comunidades marginalizadas e editoras na frente de ataque da cultura underground nacional, sempre com uma atitude de desafio de narrativas hegemónicas e opressivas, explorando novas linguagens musicais, novos discursos políticos e novas formas de interajuda e organização cultural. Os seus discos em editoras de culto como a Creme Organization, Unknown To The Unknown, Dark Entries, Naive ou a sua própria One Eyed Jacks, plasmam um entendimento da música de dança como um fenómeno emancipatório e agregador, desde a sua génese, através de movimentos como a house music, o techno, o trance, o disco e o jungle - géneros musicais que surgem frequentemente referenciados nas suas produções, recombinados de uma forma que desafia a categorização fácil e que aponta ao futuro.
Festa do Avante! , Av. Baía Natural do Seixal 415, Amora, Seixal, 2845-606
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Setúbal
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