Ir para o topo

EP à venda 26

Até 5 de Setembro 2019-09-05

XXI Bienal de Artes Plásticas

Regulamento e Inscrição

Concurso de Bandas

Palco Novos Valores

Tocar por Abril

Inscreve-te aqui

Juventude Comunista Portuguesa

Em 2018 foi assim

Video Final - Festa do Avante! 2018
Mais vídeos
Festa do Avante! 1976

1976

Não coubemos todos lá, nos pavilhões e nos espaços abertos da FIL, nessa primeira Festa do Avante!, que desde logo conquistou a adesão de amplas e variadas camadas da população. De Lisboa, sim, mas também de todo o País, chegaram os visitantes para aquela que se viu desde logo vir a ser a maior manifestação político-cultural de Portugal. Artistas de todo o mundo fizeram brilhar esses três dias. Vindos da URSS e de outros países socialistas. Quem não se lembra do Oktober Club, da RDA? Dos italianos do Canzoniere Internazionale? Do catalão Pi de la Serra? Do nosso saudoso Adriano Correia de Oliveira?

Festa do Avante! 1977

1977

Jamor. Um vastíssimo terreiro que foi preciso afeiçoar. Espaço demasiado grande, diziam. Houve quem nos quisesse «enterrar» ali. Mas a multidão que invadiu o espaço e se distribuiu pelos sete palcos montados a pulso pelo trabalho militante, tornou o Jamor numa verdadeira cidade. De noite, as luzes da Festa brilhavam profusamente sobre as variadas actividades propostas. Houve Teatro, com o Grupo de Campolide, houve a primeira Bienal, com o Hogan, o Bartolomeu Cid, o Jorge Vieira, tantos outros artistas. O coro dirigido pelo Lopes Graça e o Carlos Paredes.

Festa do Avante! 1978

1978

De novo no Jamor. Ary dos Santos, de voz ainda viva, dizia «As Portas que Abril Abriu». Homenagem a Manuel da Fonseca. Da Tchechénia (quem se lembra hoje?) vieram os 55 dançarinos soviéticos do grupo «Vainakh». A revista à portuguesa fazia a sua entrada na Festa com uma recolha de quadros de Artur Ramos e Francisco Nicholson e um brilhante conjunto de artistas em que se destacava Ivone Silva. Foi o ano da exposição da Foice e do Martelo, mãos populares a tratarem em arte o símbolo comunista. O ano em que vieram os jogos populares, e o desporto nas suas variadas modalidades.

Festa do Avante! 1979

1979

No Alto da Ajuda, desta vez, e por alguns anos. Com o Tejo em fundo. Foi preciso desbastar aquela dura terra vulcânica, amanhá-la para a grande cidade festiva, cravada na verdura de Monsanto. Refazer tudo - avenidas, abastecimento de luz e água, esgotos. Reconstruir o vasto palco principal. Sons da Festa - Mercedes Sosa, da Argentina; Jabula, da África do Sul; Max Roach, dos EUA. E a música popular portuguesa, claro. O escritor homenageado foi Armindo Rodrigues. A Bienal era ali, e tinha nomes como Vasco da Conceição e António Domingues.

Festa do Avante! 1980

1980

Sei que estás em festa, pá, tanto mar, tanto mar... O mar não foi tanto que a voz de Chico Buarque não chegasse à Ajuda, vibrando comovidamente com a multidão que o acompanhou... Outras vozes entravam na Festa pela primeira vez, como a voz inesquecível de Zeca Afonso. E as de Adriano, Fausto, Luísa Basto, Sérgio Godinho. Vozes portuguesas numa Festa que homenageava Camões no quarto centenário da morte do Poeta. Na Cidade da Juventude, os sons do jazz, que vinham de várias partes do mundo. A exposição de etnografia, organizada por Giacometti, é uma das memórias que perduram desse ano.

Festa do Avante! 1981

1981

A exposição dos 60 anos do Partido dominava. Era também, o ano do 50.° aniversário do Avante!. A III Bienal, entretanto, abria com a participação de 200 artistas e homenageava Cipriano Dourado. Outras homenagens - a Fernando Lopes Graça, a José Gomes Ferreira. Novidade foi o desfile das Marchas Populares dos bairros de Lisboa, no recinto da Festa.

Festa do Avante! 1982

1982

Uma Festa molhada. Esse fim-de-semana não foi poupado pela chuva, que acabou prejudicando os espectáculos. As organizações, porém, vinham com ideias novas, novas maneiras de mostrarem o País ao visitante. E o Poder Local, com uma exposição central e várias regionais, mostravam a consolidação do trabalho autárquico democrático e historiavam a tradição municipalista portuguesa. Dois auditórios, um com teatro e folclore, outro com debates, a construção de um Polivalente desportivo, permitiram numerosas realizações.

Festa do Avante! 1983

1983

Efemérides - o 6.° centenário da Revolução de 1383/85 e o centenário da morte de Marx «patrocinam» a Festa. No ano em que o Palco 25 de Abril (como ficará a chamar-se) se muda para melhores ventos, a massa de público face ao Tejo. Um Arraial acolhe condignamente os espectáculos de folclore. Um novo auditório, o 1.° de Maio, outros espectáculos que exigem «intimidade». Se é que a intimidade sobrevive no vasto espaço da Ajuda. A Bienal homenageia Abel Manta e Carlos Botelho.

Festa do Avante! 1984

1984

O 25 de Abril tinha dez anos, de Abril se vestiu a Festa. Marcou a exposição política central e foi tema para os Encontros em que operários da terra e da indústria disseram das suas lutas. A voz já ausente de Ary não deixou de vibrar, com gravações dos seus poemas. Os versos que escreveu foram publicados, com lançamento dos VIII Sonetos. Música - os «Kitushi», de Angola; «Goloshokin», da URSS; «Dixieland» de Berlim, RDA; Arturo Sandoval, de Cuba. E tantos outros.

Festa do Avante! 1985

1985

É a 10.ª Festa. Marcada pelo lançamento do livro «O Partido com Paredes de Vidro», de Álvaro Cunhal, um texto cuja divulgação ultrapassou em muito as fronteiras do PCP. As organizações regionais voltam a dar um salto qualitativo na apresentação dos seus espaços - com destaque para o Porto, que abria uma série de exposições com o painel de Júlio Resende, a «Ribeira Negra», e para Lisboa, com a reprodução do Arco da Rua Augusta. A V Bienal dava lugar de destaque à gravura e mostrava uma exposição individual de Gil Teixeira Lopes.

Festa do Avante! 1986

1986

Centenário do 1.° de Maio. Comemorado também na Festa, com três centenas de painéis em mil metros de exposição alusiva à data. Uma exposição fotográfica - «Objectiva 86» - com nomes destacados: Dimitri Baltherman, Carlos Relvas, Augusto Cabrita. Uma mostra de cinema não profissional. O Avanteatro, com sete companhias a participarem. Os sons? Júlio Pereira, Carlos Paredes, Manuel Freire. O «Oktober Club» pela terceira vez. E o laser a riscar os céus da Ajuda...

Festa do Avante! 1988

1988

Um ano sem festa foi como um sábado sem sol. Aí estávamos em Loures, uma mudança difícil mas com êxito. Preparava-se o XII Congresso e os tempos corriam difíceis, já o mostravam sinais nas exposições da cidade internacional. A par da reflexão que as realizações políticas mostravam, a Festa não esmorecia. Comemoravam-se os Descobrimentos. Sinal de modernidade, entrava lá a nova realidade das rádios locais. E o vídeo.

Festa do Avante! 1989

1989

Vozes - algumas iriam calar-se submergidas pelos tempos - vieram dos países ainda socialistas dar brilho à Festa - «Vozes Búlgaras»; o «Quarteto Swing de Praga»; os «Rajkó», da Hungria; o «Pantomimen Ensemble», da RDSA; os «Everest», da URSS. Ao lado de outras vozes do mundo Birelli Lagrene, Billy Bragg, Paulinho da Viola. A VI Bienal voltava, homenageando desta vez Álvaro Perdigão. O trabalho da CDU nas autarquias era objecto de uma exposição de 80 painéis. Era anunciada a aquisição da Atalaia, um espaço próprio para a Festa, um sonho de muitos anos. Logo ali foram recebidas as primeiras contribuições para a Campanha Nacional de Fundos.

Festa do Avante! 1990

1990

Aqui, a verdadeira Festa foi possuir um terreno, comprado com uma campanha de fundos que atingiu os 150 mil contos. Tudo era novidade e respirava-se, para além da apreensão que suscitavam os acontecimentos a Leste, um novo ímpeto, reflectido nos debates, nas exposições, na alegria que se viveu pela primeira vez na Atalaia.

Festa do Avante! 1991

1991

Se o terreno era novo, cada ano exigia mais novidades. Nova foi portanto a geografia, o Palco 25 de Abril recolocado e com maior potência de som, alamedas consolidadas, melhores espaços de convívio e de espectáculo. A curiosidade foi em grande parte para o espaço internacional, onde apareceu o pavilhão do PCUS, apesar de ilegalmente ilegalizado, e o do «Pravda», e mais 37 representações de partidos comunistas e progressistas do mundo. A VII Bienal foi acompanhada por um salão de convidados, com obras de destacados nomes das artes plásticas. Música, desporto com maior número de modalidades, espectáculos variados, artesanato, gastronomia tudo mais e melhor. A Inforfesta inaugurou o seu espaço na Atalaia.

Festa do Avante! 1992

1992

É de novo ano de Congresso, e assim a Festa não deixou de o assinalar na sua exposição e nos seus debates. Maastricht também não passou ao lado, e corria um abaixo-assinado manifestando a oposição ao Tratado. A solidariedade internacionalista, sempre presente, reforçava-se com a participação de novos partidos comunistas formados a Leste. No desporto, Albertina Dias e Rosa Oliveira venciam a 5.ª Corrida da Festa. Na música, mais uma vez Sérgio Godinho, Rui Veloso e «Os Sitiados». E a Juventude em massa.

Festa do Avante! 1993

1993

Confirma-se a Festa do Avante! como grande festa da juventude portuguesa, que se viu não apenas nas actividades e no convívio do espaço da sua própria «Cidade» ou vibrando com os espectáculos, mas em todo o vasto espaço da Atalaia. A solidariedade internacionalista tem nomes próprios - Angola, Cuba, numa grande festa de internacionalismo. A Europa é tema de colóquio com participação de partidos comunistas europeus. Matisse «vem» pela mão das Mulheres, expor reproduções. A VIII Bienal mostra as obras de 150 artistas. Albertina Dias bisa a vitória na Corrida. Vence também Amílcar Duarte. Xutos & Pontapés, Teresa Maiuko, Mafalda Veiga, são alguns dos nomes portugueses na música. Dos estrangeiros, numerosos grupos de artistas, da China a África. O Avanteatro teve as salas cheias.

Festa do Avante! 1994

1994

Carlos do Carmo abre a primeira noite com canções de Ary. Era o ano do 20.° aniversário do 25 de Abril. Uma exposição especial de artes plásticas com a participação de artistas portugueses e franceses mostra-se na Festa a comemorar a data. Um aniversário que atravessou o fundamental das actividades e exposições desse ano. Dois livros se apresentam - «Acção Revolucionária, Capitulação e Aventura», de Álvaro Cunhal, e «Subsídios para a História das Lutas e Movimentos de Mulheres em Portugal sob o Regime Fascista», da Organização das Mulheres Comunistas. Durante os três dias, 730 atletas participaram nas actividades desportivas. Música: o rap irrompe. Grupos portugueses e estrangeiros animam tardes e noites.

Festa do Avante! 1995

1995

Ano de eleições, ano de campanha para combater a direita e afastá-la do poder. Muita juventude invade a Atalaia. General D e os Karapinhas dão o tom. A Internet faz a sua aparição pela mão da JCP e são muitas as mensagens por Timor enviadas para a rede que cruza o mundo. A IX Bienal dá um grande salto qualitativo e o teatro atrai numeroso público. Abrunhosa faz vibrar todas a gente. Vieram também Fausto. E Jorge Palma. E Mísia. E muitos mais.

Festa do Avante! 1996

1996

É a vigésima Festa, em ano de aniversários - o 75.° do Partido, o 65.° do Avante!. Em ano de Congresso, também, marcado para Dezembro, e que se realizou no Porto. Uma Campanha de Adesão ao PCP continua ali mesmo na Atalaia e os grandes ideais e valores por que lutam os comunistas dominam as exposições, as lutas que os empenham dominam os colóquios e os debates. Uma valiosa exposição de sessenta fotografias de Sebastião Salgado, sobre o tema do «Trabalho» é um grande sucesso da festa e o fotógrafo visita-a e convive com milhares de amigos. Espectáculos? O estrondoso êxito da apresentação da Orquestra Metropolitana de Lisboa que interpreta Tchaikovsky perante uma multidão entusiasmada. E veio a música de New Orleans. Ainda dos EUA vieram os Open House. E da Argentina a voz de Marisa Santos.

Festa do Avante! 1997

1997

Depois da vigésima edição, que novidades? Veio de novo, por exemplo, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, conquistada a Festa pela música sinfónica. Mais uma vez a Atalaia se encheu de juventude. E houve exposições, comício, debates, o convívio, a solidariedade, os petiscos a trazerem os sabores de todo o país para o grande recinto. As novidades estiveram desta vez em novas localizações dos pavilhões, no ordenamento novo do terreno. O Auditório 1.° de Maio desloca-se para a zona ribeirinha, a Festa chega-se à água. Ano de Bienal, a sua X edição inclui uma exposição de Rogério Amaral, recentemente falecido. Na política, avultam as comemorações do 80.° aniversário da Revolução de Outubro. As eleições autárquicas marcadas para final do ano suscitam uma Campanha de Fundos que o PCP ali mesmo lança e que vai concluir-se com êxito. Na memória de todos fica a noite de sábado, com a actuação de Sérgio Godinho no Palco 25 de Abril.

Festa do Avante! 1998

1998

Música, teatro, artesanato, debates, exposições, desporto, gastronomia... O País e o mundo reunidos na Quinta da Atalaia durante três dias – é a Festa do Avante! no seu 23.º ano. Em destaque, nesta edição, no magnífico Espaço Central, «Os 150 Anos do Manifesto Comunista», «Um Partido Mais Forte, Novo Rumo para Portugal – O Projecto e as Propostas do Partido», «A Política de Direita do Governo PS e a Luta dos Trabalhadores, «Os Referendos», «As Eleições para o Parlamento Europeu e Assembleia da República», as «Comemorações dos 25 Anos do 25 de Abril» e «A Imprensa Partidária». A nível cultural, a exposição do arquitecto brasileiro Oscar Niemeyer, organizada pelo próprio e especialmente concebida para a Festa do Avante!, é uma novidade. Num ano em que se comemorou o centenário do nascimento de Federico Garcia Lorca e de Bertold Brecht, o Avanteatro apresenta duas peças destes autores, levadas à cena pelo Teatro de Papel das Beiras.

Festa do Avante! 1999

1999

O terreno está diferente. Há novos espaços e equipamentos e o projecto de concepção promete uma Festa como nunca se viu na Atalaia. Das artes à actualidade política, o visitante encontra no Espaço Central um conjunto diversificado de propostas de grande interesse, nomeadamente uma exposição de Eduardo Gageiro com 25 fotografias do 25 de Abril, acompanhadas de texto de 25 escritores e poetas portugueses que deram palavras às imagens dos principais momentos do período revolucionário. Porque a Festa também é arte, a XI edição da Bienal de Artes Plásticas apresentou ao público o melhor que se tem produzido em Portugal nos últimos anos das diferentes modalidades, técnicas e expressões estéticas das artes plásticas, incluindo ainda desta vez as áreas da arquitectura e do design.

Festa do Avante! 2000

2000

«Se a vida são dois dias... a Festa do Avante! são três dias de convívio, alegria, encontro, música, desporto, debate, de propostas do PCP, de Festa, que quando termina... prometemos continuar». Este é o lema da 24.ª edição da Festa, que, neste ano, vê reforçados e melhorados os sanitários, cria-se mais sombras e mais bancos, melhora-se os acampamentos. Numa época em que uma competição se impõe na sociedade, laureando vencedores e marginalizando vendidos, este ano a Festa contrapõe um vasto e competente programa desportivo assente nos princípios de solidariedade, confraternização e amizade. O Espaço da JCP cresceu, entretanto. Lá dentro coube um mundo: as exposições, os espectáculos de música, os bares, a 2.ª Mostra de Curtas Metragens, a declamação de poesia, os sketchs de teatro e a banca de materiais. Para a memória fica ainda o «Julgamento do Chico do Cachené», um espectáculo com base na história de um boneco acusado de viver à custa de uma mulher, de autoria de Linhares Barbosa. Do juiz às testemunhas, as intervenções de todas as personagens são fados.

Festa do Avante! 2001

2001

Em 25 anos de história, a Festa do Avante! foi sempre um local de encontros. Da música aqui se exprimem, sempre, as mais variadas formas populares de cantar em português. De Portugal, do Brasil e de África, e músicas de outros mundos também. Martinho da Vila, Sérgio Godinho, Zeca Baleiro, Jorge Palma, Marisa Santo, são apenas alguns dos nomes que preencheram a programação dos três dias de Festa. Noutra área, em homenagem a Bento Jesus Caraça, a exposição de Ciência e Tecnologia é sobre astronomia, numa colaboração com o Museu da Ciência e a Associação Aquila. Naquele espaço, são apresentadas experiências interactivas e observações do céu diurnas e nocturnas com telescópios. Para interesse de todos, estiveram expostos modelos do Sputnik e do programa Apolo, comida e pasta de dentes usadas nas naves, autógrafos de astronautas e outros projectos relacionados com esta ciência. Iniciativa incontornável no panorama artístico nacional, em destaque esteve também a Bienal de Artes Plásticas, onde concorreram cerca de 200 trabalhos de mais de 100 autores.

Festa do Avante! 2002

2002

A Festa do Avante! é fruto da convergência, da soma, das ideias, das vontades e do trabalho voluntário de milhares de militantes e amigos do PCP. Neste ano o internacionalismo esteve em evidência na Atalaia. A guerra, o militarismo, as medidas repressivas pós 11 de Setembro, o papel da guerra na brutal ofensiva imperialista e a geração de luta pela paz em Portugal são os temas centrais, e em debate, no Espaço Internacional. Ali, junto à entrada da Quinta da Princesa, havia um momento dedicado à luta do heróico povo palestiniano. Realizaram-se também uma série de iniciativas destinadas a pôr em destaque a fotografia, como meio técnico de expressão e documentação, visuais e artísticas, determinante para a nossa memória histórica e pessoal, bem como instrumento de acção e transformação das realidades política, cultural e artística. Foi, à semelhança dos anteriores, um ano de grandes espectáculos musicais. Durante a Festa, artistas como Gabriel, O Pensador, João Afonso, Paulo de Carvalho, Camané, Jussara Silveira, preencheram a programação do Palco 25 de Abril e do 1.º de Maio, interrompida antecipadamente pela forte chuva que caiu no domingo. Demonstrando todo o seu espírito combativo e criativo, os comunistas levaram a sua Festa até ao fim, realizando o comício de encerramento num transbordante auditório 1.º de Maio.

Festa do Avante! 2003

2003

Os problemas sociais do nosso País agudizam-se. Denunciar a política de direita, contrária aos interesses e aspirações dos trabalhadores e do povo, e afirmar a alternativa que o projecto do PCP constitui foi um dos grandes temas do Espaço Central na 26.ª edição da Festa do Avante!. Este foi, aliás, o tema da exposição política que, através do texto, da fotografia e do vídeo, se deu a conhecer as lutas da resistência contra esta política, bem como a acção e as propostas dos comunistas. Quem não se lembra da mensagem de Yasser Arafat, dirigida aos visitantes da Festa por telefone e transmitida pelo som do Palco 25 Abril para a Festa, enquanto se encontrava sitiado por forças israelitas em Ramallah. Nesta edição, e uma vez mais, a realização da Bienal de Artes Plásticas da Festa do Avante! afirmou-se como um grande espaço de encontro e convívio entre arte, artistas e público; de liberdade no confronto de abordagens estéticas e disciplinas diversas; espaço diferente porque é visitado por um público diferente - curioso, fascinado, aberto. Este foi também um ano de surpresas. Um sonho de vários anos concretizado. O Palco 25 de Abril é equipado com dois ecrãs laterais, de grandes dimensões, que apresentam imagens de vídeo captadas e emitidas em tempo real dos espectáculos ali a decorrer.

Festa do Avante! 2004

2004

Porque a inovação é característica deste espaço, a Festa contou com mais uma iniciativa inédita na área das tecnologias. O nome é Komunix. O objectivo é dar expressão a um debate, reflexão e intervenção na área da utilização e democratização do acesso às novas tecnologias, nomeadamente as questões relacionadas com a propriedade do software. Para recordar o grande mestre da guitarra portuguesa, Carlos Paredes, falecido nesse ano, a Festa abriu a sua programação, no Palco 25 de Abril, com um espectáculo em sua homenagem. Outro dos homenageados foi Ary dos Santos. Para assinalar a sua morte e as comemorações do 30.º aniversário do 25 de Abril, o PCP e as Edições Avante! apresentaram, na Festa, um DVD, com depoimentos de amigos e imagens históricas de Ary a declarar os seus poemas. Para lá dos palcos, que apresentam aquilo que de melhor se vai fazendo no nosso País e no mundo, a animação andou pelas ruas e avenidas da Atalaia com a realização do 3.º Encontro Internacional «Tocá Rufar» de percussão, que contou com a presença de grupos de música, representação e dança de vários países europeus e do Norte de África.

Festa do Avante! 2005

2005

Quando os portões da Atalaia se abrem observa-se que na enorme torrente humana que invade este belo espaço estão milhares e milhares de jovens. Além dos concertos, teatro e demais expressões culturais, esta Festa dá natural destaque às grandes causas do PCP, às grandes questões da actualidade, à luta dos trabalhadores e do povo português. Além das dezenas de debates, o Pavilhão Central é o espaço onde as atenções estiveram centradas. Lá dentro, a evocação dos 60 anos da vitória sobre o nazi-fascismo foi alvo de uma exposição com o título «Comemorar a Vitória, Lutar pela Paz». Havia ainda uma exposição sob o tema «CDU nas autarquias, um projecto diferente» com o objectivo dar a conhecer o projecto autárquico do PCP. Havia ainda uma exposição intitulada «Basta de sacrifícios para os mesmos de sempre. Portugal precisa de uma nova política e de mudança a sério». Infelizmente, foi a morte de Álvaro Cunhal que marcou esta edição. Além do comício de domingo, onde foi recordado, outros apontamentos surgiram por toda a Festa, mostrando-se a sua multifacetada e riquíssima experiência de vida. A morte do General Vasco Gonçalves também foi recordada.

Festa do Avante! 2006

2006

É a 30.ª edição da Festa do Avante. A Festa comemora os seus 30 anos. O Palco 25 de Abril abre na 6ª feira à noite com um espectáculo de homenagem a Fernando Lopes Graça. Entre os artistas presentes nos palcos da Festa estão, entre muitos outros Cristina Branco, António Zambujo, Xutos e Pontapés. Assinalam-se os 85 anos do Partido Comunista Português. A Radio Comunic marca presença no Espaço Central emitindo a partir da Festa. No espaço da Artes Plásticas uma grande exposição com obras de Dias Coelho, artista plástico e funcionário clandestino do PCP.

Festa do Avante! 2007

2007

Comemoram-se o 90.º aniversário da Revolução de Outubro. No espaço central uma grande exposição alusiva ao tema. Também no espaço das artes plásticas a exposição «A arte e revolução na Revolução de Outubro» e no Palco 25 Abril a Cantata para os 20 anos de Revolução de Outubro de Serguei Prokofiev assinalam esse acontecimento maior da história da humanidade. Ainda no Espaço Central a exposição «Portugal com Futuro» afirmou um País em que com a luta dos trabalhadores e do povo português afirme a sua soberania e seja capaz garantir uma vida melhor. No espaço da Ciência, que se mudou para o junto do lago, o tema eram os transportes com o lema «Ciência sobre rodas: Da roda ao TGV». Enquanto no espaço da TIC se valorizou o software livre. A Brigada Vitor Jara a quem se juntou Manuel Freire homenageou Adriano Correia de Oliveira.

Festa do Avante! 2008

2008

Com a abertura da Festa, veio também a chuva que inviabilizou a realização da Grande Gala de Ópera prevista para abrir o Palco 25 Abril na 6.ª feira à noite. Mas não impediu a Festa, num fim-de-semana de muito sol e calor. Foi justa a homenagem a Rogério Ribeiro, militante comunista e destacado construtor da Festa, com uma magnífica exposição da sua obra. Exposição em que o próprio se empenhou, mas a que já não assistiu levado pela morte em Março desse ano.

Festa do Avante! 2009

2009

Num ano em que se realizaram três eleições foi com uma dose suplementar de militância que se construiu a Festa. «Mais força à CDU, sim é possível uma vida melhor!» foi o tema de uma das exposições onde era possível ver imagens da Marcha «Protesto, confiança e luta» que transbordou o Marques de Pombal em Lisboa. Também os 35 anos do 25 Abril se comemoram na Festa do Portugal de Abril. E sim foi possível e foi mesmo uma Grande Gala de Ópera a que teve lugar no Palco 25 de Abril. Onde os Clã fecham no Sábado e David Fonseca no Domingo.

Festa do Avante! 2010

2010

A assinalarem-se os 20 anos na Quinta da Atalaia, muitas são as diferenças que se podem encontrar das primeiras Festas que ali aconteceram. O Espaço ganhou outros contornos, novas comodidades e motivos de interesse. Fez 25 anos também que a Carvalhesa foi ouvida pela primeira vez. Foi em 1985 que o PCP foi buscar ao património cultural do povo português essa fabulosa peça musical que se tornou no icon da Festa do Avante!. O trabalho esteve em destaque quer assinalando os 120 anos do 1º de Maio, quer na exposição «Portugal a produzir» valorizando a importância da produção nacional para o desenvolvimento do País. A exposição de desenho patente no Espaço das Artes, oriunda do espólio da galeria desenho do museu municipal de Estremoz marcava pela sua qualidade.

Festa do Avante! 2011

2011

Em 2011 voltaram os Trovante e muitos outros como os Expensive Soul, Clã, Mayra Andrade, Amor Electro e a 2ª Grande Gala de Ópera. Nos 90 anos do PCP os visitantes da Festa puderam conhecer a sua história e o seu projecto de «Liberdade, Democracia e Socialismo». No desporto, as galas de artes marciais e de danças de salão e os festivais gímnico e de patinagem artística faziam transbordar de participação e animação as bancadas do Polidesportivo.

Festa do Avante! 2012

2012

Na fotografia «O trabalho e os trabalhadores» apareceram pela mão de 35 fotógrafos e fotojornalistas. Valorizando os trabalhadores portugueses, também na Festa se dava combate ao Pacto de agressão, e ao seu projecto de empobrecimento e exploração. O CineAvante! afirmava-se definitivamente com grande espaço de divulgação do cinema português.

Festa do Avante! 2013

2013

Mereceram o devido destaque as comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal. Na exposição do Espaço central, e também no espectáculo de música clássica de 6.ª feira, no Avanteatro com a peça «Um dia os réus serão vocês» ou nas artes plásticas, onde a par da Bienal, estiveram expostos desenhos inéditos de sua autoria. Uma grande Festa transbordante de energia e entusiasmo que se transmitiram para as Eleições Autárquicas que se realizaram um mês depois.

Festa do Avante! 2014

2014

Festa indelevelmente marcada pelo anúncio pelo Secretário-Geral do Partido, na Abertura da Festa da aquisição da Quinta do Cabo. Para uma Festa Maior e Melhor. Respondendo a uma aspiração de longa data, era possível alargar o espaço da Festa, vencer constrangimentos, encontrar novos pólos de atracção e oferecer melhores condições a todos os que a visitam. Os Valores de Abril no futuro de Portugal deram o mote às comemorações do 40.º Aniversário da Revolução de Abril, onde pontuavam também 40 fotos de Eduardo Gageiro.

Festa do Avante! 2015

2015

A Quinta do Cabo foi aberta pela primeira vez, nas manhãs de sábado e domingo para permitir a visita de todos. No plano político e com os olhos postos nas eleições legislativas e onde o PCP teria um papel fundamental na derrota definitiva do Governo PSD\CDS, a exposição «A Força do povo – Soluções para um Portugal com Futuro» divulgava as propostas do PCP para uma verdadeira alternativa e afirmava a Política Patriótica e de Esquerda necessária ao país. Pelo Palco 25 de Abril passaram as músicas que a 7.ª arte divulgou em filmes como Indiana Jones, Apocalypse Now, fantasia, Guerra das estrelas, Ivan o Terrível.

Festa do Avante! 2016

2016

40.ª Festa do Avante. Da Festa do Portugal de Abril. Festa da cultura, da juventude, do trabalho, do Desporto, das músicas, da solidariedade. A Festa que afirma e valoriza os valores de Abril. Foi o ano da Quinta do Cabo. Uma Festa maior abria as suas portas aos milhares de visitantes e a uma Festa melhor. O novo espaço criança fazia as delícias de todos. No Espaço Central denunciava-se a Precariedade, as suas causas, consequências e objectivos. A Máscara Ibérica era motivo foi interesse para quem visitou o Espaço Central. Os Xutos & Pontapés encerram a Festa no domingo, cantando com Paulo de Carvalho «E depois do Adeus» em mais um momento único na Festa.

Festa do Avante! 2017

2017

No espaço central a exposição «Socialismo – exigência da actualidade e do futuro» assinalava o Centenário da Revolução de Outubro. Também se falou do necessário aprofundamento da defesa, reposição e conquista de direitos e da luta pela ruptura com a política de direita e pela afirmação da política patriótica e de esquerda, vinculada aos valores de Abril E lá estiveram os instrumentos populares portugueses, na exposição «Música povo e luta», construída na base da colecção de Manuel Louza Henriques. Realizaram-se mais de 60 debates e a 20.ª Bienal de Artes Plásticas. No Avanteatro homenageou- se Romeu Correia.

Festa do Avante! 2018

2018

Com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa e o Coro Lisboa Cantat, a música celebrou o II Centenário de Karl Marx no Concerto em louvor do Homem. De Marx se falou também ao afirmar que «O Capitalismo não é o fim da história». A Ciência trouxe-nos «O Homem e a natureza – cooperação e conflito». De Évora vieram os Bonecos de Santo Aleixo, maravilhosa criação do imaginário alentejano. No auditório 1.º de Maio o Concerto para bebés maravilhou crianças e pais, ponto alto de um programa pensado para crianças e toda a família. Os Xutos & Pontapés em mais um grande espectáculo homenagearam Zé Pedro.

Contacte-nos