90 minutos. SINOPSE: Non pô komesa. Podemos começar. Assim damos início à nossa IRMÃ SANTOMENSE, último espectáculo da teatralogia que temos vindo a traçar desde 2023, a partir d’ As Mil e Uma Noites. Com dramaturgia e encenação de Miguel Jesus e cenografia de João Brites, o espectáculo conta com a participação de Rita Brito (Xerazade), Fabian Bravo (Xariar), Adozia Cristo (Dinarzade) – atriz consagrada em São Tomé e Príncipe pela sua histórica personagem Saco de Boxe –, Nicolas Brites (Bacbaca), Diogo Rocha (Silencioso), a percussão de Mick Trovoada (Zantune) e as batidas de DJ Marfox. Falado em Português e em Forro, língua que é também uma âncora de sobrevivência e resistência, desenvolvido em parceria com a Associação Ilhéu Portátil, e inspirado pelo património cultural de São Tomé e Princípe, 1001 NOITES – IRMÃ SANTOMENSE apresenta-se ao ar livre, convidando os espectadores a rir e a chorar, a dançar, a comer e a beber, enquanto ajudam uma caravana de saltimbancos a entreter o seu pequeno tirano alucinado.
Um Demónio que quer conhecer a voz dos Anjos, um Barbeiro que fala mais do que corta cabelo, um Jovem apaixonado que diz ter aversão pelas mulheres, um Pobre cheio de fome que come comida invisível, um Alfaiate que trabalha por amor até à exaustão e à humilhação, enfim, muitas são as personagens que Xerazade evoca para tentar apaziguar o coração de Xariar. Mas será que ele vai conseguir controlar os seus impulsos destrutivos? Poderá ainda ser levado a sonhar, a rir, a aceitar as falhas dos outros e as suas? E se o fizer, poderemos ainda assim perdoá-lo, ou teremos de nos vingar? Qual a responsabilidade de cada um de nós face àqueles que nos oprimem?
Venham também vocês viajar até essa Ilha, talvez real talvez sonhada, onde juntos poderemos lembrar-nos que ninguém está a salvo neste mundo, e que um dia, também os tiranos e tiraninhos hão-de apanhar uma aragem, uma febre, e hão-de sentir que vão morrer. Pois quem é mais mau? Quem faz o mal primeiro ou quem faz o mal maior? E quem faz o mal maior ou quem faz o mal por último? Venham, venham. Venham ver e ouvir como é tão boa esta história. Soia se sa fina.
(Teatro O Bando) // FICHA TÉCNICA: criação Teatro O Bando; em parceria com Ilhéu Portátil; texto a partir da tradução de Hugo Maia de As Mil e Uma Noites; dramaturgia e encenação Miguel Jesus; cenografia João Brites; música Mick Trovoada e DJ Marfox; figurinos e adereços Clara Bento; apoio à dramaturgia Susana Mateus; apoio à corporalidade Juliana Pinho: pintura cenográfica Emerson Quinda; desenho técnico Manu Sarujine; apoio ao desenho de ; som Miguel Lima; execução e assistência de figurinos Inês Reis; produção Inês Gregório; apoio à produção Isabel Mota; montagem Vitor Santos; apoio à montagem Gonçalo Poeiras; assistentes estagiárias Beatriz Oliveira e Viviana Nicolau; desenho Maria Taborda; comunicação Maria Taborda e Sandra Lopes; agradecimentos Ricardo Barbosa Vicente e Eduardo Malé; com Adozia Cristo, Diogo Rocha, Fabian Bravo, Mick Trovoada, Nicolas Brites e Rita Brito