Festa do Avante! 2017 - 1, 2 e 3 de Setembro - Atalaia | Amora | Seixal

“Carripana” [Teatro-Dança] é um projecto vagabundo, itinerante, mas de um grande rigor estético. A acção decorre numa carrinha Citroën Berlingo, ligeira de mercadorias.

Toda a caixa traseira está cenografia e quando se abrem as portas damos início à ilusão teatral. O ponto de partida deste projecto são três palavras que têm ligação umbilical com o universo Algarvio: Vento, Chapéus, Marés. Os criadores João de Brito e Manuela Pedroso basearam-se nas três palavras, citadas anteriormente, para começar a sua pesquisa e chegaram aos seguintes livros recomendados pelo plano nacional de leitura para o pré-escolar: “Este Chapéu não é Meu”, “Quero o Meu Chapéu”, “Achámos Um Chapéu”, de Jon Klassen; “O Chapeleiro e o Vento”, de Catarina Sobral; “Onda”, de Suzy Lee; “Os Bolsos da Marta”, de Quentin Blake; “Presos”, de Oliver Jeffers; “A Grande Viagem do Pequeno Mi”, de Samuel William Junqueira e Rachel Caiano.

A primeira versão do espectáculo Carripana tem a duração de 20 minutos, tendo sido apoiada pelo Programa 365 Algarve. No espectáculo é usada a linguagem física e onomatopaica, surgindo apenas duas palavras: Citroen, uma francesa interpretada por

Manuela Pedroso e Berlingo, um italiano, interpretado por João de Brito. O cerne da acção teatral é a tentativa de executar um número performativo (uma Dança), que mistura o universo sonhador da caixinha de música e o sensibilidade do tango. Embora o espectáculo seja concebido para o público pré-escolar, temos constatado através da digressão por oito concelhos algarvios, que o espectáculo tem um carácter ecléctico. A recepção tem sido bastante positiva pelas mais variadas faixas etárias e nacionalidades. As Câmaras Municipais têm encontrado e proposto vários espaços diferentes na rua: em frente ao Lar, dentro do recreio das escolas, ao lado da esplanada dos Restaurantes, na porta dos hotéis. dentro das Feiras, integrado nos festivais, em terraços com vista para o mar, nos largos das vilas, etc. Esta versatilidade torna o espectáculo muito abrangente, pois leva o Teatro ao transeunte e a quem o procura.

Sinopse

Um homem e uma mulher percorrem o mundo a dançar tendo como palco a sua carrinha Berlingo. A dança só se instala quando as suas vontades se juntam, o que nem sempre acontece. O que atrapalha a harmonia entre estes saltindanços? Que tropelias se cruzam na sua procura de encontro? Como atravessam impossiveis para chegar ao universo que os une?

Ficha Técnica

Criação e Interpretação João de Brito e Manuela Pedroso

Consultoria Catarina Requeijo

Cenografia Fernando Ribeiro

Música Teresa Gentil

Caricaturas Wagner Borges

Produção Executiva e Difusão Daniela Sampaio e Joana Ferreira / OX|P

Coprodução LAMA / São Luiz Teatro Municipal

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