Intervenção de Miguel Violante, membro da Comissão Política da Direcção Nacional da JCP, Comício

«Vivemos a transformar a vida»

Viva a Festa do «Avante!»!

Viva a Festa que a juventude tomou como sua e nas suas mãos!

Saudamos os construtores da Festa, especialmente as centenas de jovens que na Atalaia e fora dela divulgaram, mobilizaram e construíram a Festa e a sua cidade, a cidade da juventude.

Horas de trabalho realizado por especialistas e não especialistas, por gente que sabe e gente que passou a saber, militantes e muitos amigos, todos diferentes mas com a mesma determinação, e a confiança de que com o esforço de cada um é possível construir coisas bonitas. A nossa Festa é também o resultado de toda essa vontade colectiva.

Saudamos os visitantes da Festa e muito em particular os que aqui estão connosco pela primeira vez, dando mais força à alegria, ao convívio e à luta.

Uma saudação especial aos 243 Jovens que nestes dias da Festa decidiram aderir ou participar na JCP.

Mais militantes, mais organização, maior capacidade de luta. Uma luta que vamos continuar e intensificar.

A juventude tem hoje mais claro o que significa nas suas vidas a chamada “ajuda financeira” das troikas.

É uma ajuda aos bancos e ao mesmo tempo uma agressão aos estudantes: cortes na Educação, mais exames nacionais, escolas básicas e secundárias sem professores, funcionários, fim do Passe Escolar, aumento das propinas no Superior, menos bolsas de Estudo, mais barreiras ao acesso aos graus mais elevados de ensino.

É uma ajuda aos grandes grupos económicos e aumento da exploração para os jovens trabalhadores: aumento brutal do desemprego entre a juventude e a generalização da precariedade, corte nos abonos de família e no valor e tempo do subsídio de desemprego.

É uma ajuda ao Capital e uma hipoteca para a vida de milhares de jovens.

Mas que grande ajuda nos estão a dar.

Não, não nos enganam, nem o desemprego é uma oportunidade, nem o nosso futuro passa pela emigração. Temos forças, criatividade, conhecimento, somos uma geração capaz, queremos contribuir para o presente e o futuro do nosso País.

Queremos e vamos continuar a lutar pelos nossos direitos. Esta é a única inevitabilidade com que estamos confrontados, lutar, lutar, lutar…
Lutar por uma Escola Pública, gratuita e de qualidade, pela escola a que temos direito, uma luta desenvolvida de forma corajosa pelos estudantes do básico, secundário, superior e profissional, uma luta que daqui saudamos;

Lutar por trabalho, por direitos e contra a precariedade, tal como tem sido o combate travado pelos jovens trabalhadores nas empresas e nas ruas, uma luta muito exigente que daqui saudamos;

Lutar contra o imperialismo, a sua política agressiva e predadora. Daqui reafirmamos a nossa solidariedade com a luta dos jovens do mundo, solidariedade bem expressa na Assembleia da Federação Mundial da Juventude Democrática, acolhida pela JCP, a maior realização da Federação nas últimas duas décadas e que a confirmou como elemento indispensável na luta juvenil anti-imperialista no mundo .

Nestas lutas, na luta em geral, a juventude contou, conta e contará com a Juventude Comunista Portuguesa.

Amanhã lá estaremos a preparar o Encontro Nacional do Ensino Secundário e a lutar contra o fim do passe de escolar;

Amanhã lá estaremos contra as propinas, pelo aumento das bolsas e a trabalhar para o sucesso da Conferência Nacional do Ensino Superior;

Lá estaremos na luta contra a precariedade, os falsos recibos verdes, contra as injustiças e estaremos a marchar contra o desemprego.

“A alegria de viver e lutar vem-nos da profunda convicção de que é justa, empolgante e invencível a causa porque lutamos”. É desta forma tão extraordinária que Álvaro Cunhal na obra “ O Partido com Paredes de Vidro”, caracteriza a nossa forma de estar na vida. Será com esta alegria e convictos da causa porque lutamos, que estaremos empenhados em contribuir para o XIX Congresso do Partido, levando-o à juventude, afirmando o nosso projecto e a alternativa que propomos.

Vivemos a transformar a vida, temos aspirações, anseios e o sonho. O sonho que tem partido, o partido ao qual orgulhosamente pertencemos, o partido que conta com a JCP, o meu, o nosso Partido, o Partido Comunista Português.

Com orgulho e alegria assumimos que somos a juventude do PCP, somos a JCP, a organização revolucionária da juventude portuguesa, pela ligação que temos à juventude, estamos e estaremos sempre lado a lado com a juventude nas escolas, empresas, ruas e onde for preciso, para a construção de uma sociedade sem classes, sem exploradores nem explorados, de paz e de solidariedade para todos, uma sociedade socialista, rumo ao Comunismo!

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